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Saúde

30/09/2019 04:20 R7

Crescem casos de infecção pelo vírus EEE, transmitido por mosquito

A disseminação do vírus EEE (encefalite equina oriental), transmitido por picada de mosquito, costumava ser rara entre seres humanos. No entanto, segundo a rede de TV norte-americana ABCNews, isso está começando a mudar nos Estados Unidos. 

Cerca de sete pessoas por ano são infectadas, de acordo com o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) do governo dos Estados Unidos. Mas neste ano já são 28 casos registrados, nos Estados de Massachusetts, Michigan, Connecticut e Rhode Island. Entre essas ocorrências, nove pessoas morreram.

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Esses números tornam 2019 o pior ano para o vírus EEE em décadas, segundo a ABCNews. A rede de TV destaca que vários animais também foram vítimas da doença, principalmente cavalos e cabras. Um filhote de lobo morreu em um zoológico de Michigan na semana passada.

O epidemiologista Marc Fischer, da área de arbovirores do CDC, enfatizou à ABCNews que é prematuro dizer que o vírus EEE seja uma ameaça. Ele explica que o vírus ocorre em regiões específicas - no caso, em pântanos - com picos de atividade em dois ou três anos.

"É apenas um ano de alta. Não há evidências de que estamos vendo uma tendência a longo prazo", afirmou.

Os mosquitos geralmente contraem o vírus EEE quando picam aves infectadas e depois espalham o vírus para cavalos e outros mamíferos, incluindo humanos.

A transmissão aos seres humanos requer espécies de mosquitos capazes de criar uma “ponte” entre aves infectadas e mamíferos, como algumas espécies de Aedes, Coquillettidia e Culex.

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Vale ressaltar que cavalos e humanos são considerados hospedeiros "sem saída" do vírus, ou seja, a concentração do vírus na corrente sanguínea é insuficiente para infectar mosquitos e manter a transmissão, segundo o CDC.

O vírus EEE afeta o cérebro e o sistema nervoso central. Entre os sintomas estão fadiga, febre, dor de cabeça, náusea, inquietação e estado mental alterado. Pode levar à morte.

A rede de TV norte-americana CNN orientou a pessoas que moram em áreas onde a presença do EEE é conhecida a tomar precauções, como usar repelente à base de DEET, de longa duração, e evitar ficar ao ar livre ao anoitecer e amanhecer.

"Os mosquitos são mais ativos no escuro, portanto, é melhor ficar em ambientes fechados e evitá-los completamente", afirmou Sam Telford, professor da Universidade Tuft, em Massachusetts, e especialista em doenças transmitidas por mosquitos à rede de TV.

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Outra dica do especialista é usar ventiladores poderosos, pois mosquitos não podem voar contra o vento. O mesmo vale para celeiro de cavalos. E, ainda, o uso de mosquiteiros para dormir.

Para prevenir a proliferação de mosquitos, ele ressalta esvaziar recipientes com água estagnada e latas de lixo, pelo menos uma vez por semana, para garantir que os ovos do mosquito não eclodam.

Você sabe identificar quais doenças esses mosquitos transmitem? 

O Aedes egypti transmite dengue, zika e chikungunya, no momento, no Brasil. É preto com listras brancas, que na verdade são escamas, e dispõe de um desenho no tórax que lembra uma lira (instrumento musical). Voa baixo e por isso costuma picar pés e tornozelos, principalmente no início da manhã e final da tarde, quando a temperatura está mais amena. Próprio de áreas tropicais, não resiste a baixas temperaturas. Sua principal fonte de alimentação é o sangue humano. É um mosquito urbano que se prolifera em áreas com grande continente populacional


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