Juara (MT), 23 de setembro de 2019 - 01:05

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Saúde

04/06/2019 06:10 R7

Sete de oito vacinas obrigatórias para crianças estão abaixo da meta

Sete de oito vacinas obrigatórias para crianças estão com cobertura abaixo da meta, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (3). Somente a vacina BCG, contra tuberculose e ministrada ao nascer, apresentou 95% de imunização em 2018.

As outras sete vacinas são a tríplice viral, meningocócica C, pneumocócica, poliomielite, pentavalente, rotavírus e hepatite A.

A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, alcançou índice de vacinação de 90,5% do público-alvo. A maior cobertura foi registrada no Ceará, de 107%, e a menor, no Maranhão, de 82%.

Já a meningocócica C foi de 86%. O Estado com maior cobertura também foi o Ceará, de 105%, e a menor, o Pará, de 63%.

Em relação à pneumocócica, a imunização chegou a 91,5% - vale lembrar que a meta do governo é de 95%. O Ceará mais uma vez é lider de vacinação, com cobertura de 109%, e a Bahia com a cobertura mais baixa, de 82%.

Saiba mais: Tire suas dúvidas sobre a vacina contra meningite meningocócica

A vacina contra a poliomielite só alcançou 86%. No Ceará, a cobertura foi de 102% em contraponto com o Pará, de 66,5%.

Os índices da pentavalente se aproximam da vacina da pólio. A cobertura nacional foi de 85%, sendo Ceará o Estado com maior imunização, de 99% e o Pará, de menor, de 55%.

 

O mesmo ocorre com a vacina contra o rotavírus. Cobertura nacional de 88%, sendo o Ceará com 105,5% e o Pará com 69%.

Por fim, a vacina contra a hepatite A alcançou 81% de cobertura. Nesse caso, o Estado com melhor índice foi Mato Grosso do Sul, com 91%, e com o pior o Pará, com 65%.

Vacinas infantis registram queda desde 2011

O Ministério afirma que todas as vacinas destinadas a crianças menores de 2 anos vem registrando queda desde 2011, com maior redução a partir de 2016. Segundo a pasta, um dos fatores que levou a isso foi a disseminação de fake news.

"A resistência à vacinação é uma preocupação, pois a difusão de informações equivocadas e sem baseamento científico podem contribuir para a decisão de não vacinar. É importante destacar que o principal perigo em ter baixas coberturas vacinais é o risco de reintrodução de doenças já eliminadas no país", afirmou o Ministério por meio de nota.

A pasta também atribui a baixa cobertura vacinal em crianças ao próprio sucesso das ações do Programa Nacional de Imunizações.

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"O fato de algumas doenças terem sido eliminadas ou terem baixa ocorrência no país, como a poliomielite, por exemplo, causou uma falsa sensação de que não há mais necessidade de se vacinar porque a população mais jovem não conhece o risco", disse por meio de nota.


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