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Policia

12/06/2019 05:53 Midia News

PM é condenado a 30 anos de prisão por mortes sob encomenda

Dois integrantes de um grupo de extermínio que matava sob encomenda foram condenados pelo Tribunal do Júri de Cuiabá a 30 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Dois integrantes de um grupo de extermínio que matava sob encomenda foram condenados pelo Tribunal do Júri de Cuiabá a 30 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio. 
 
O julgamento teve início nesta segunda-feira (10) e se estendeu até  a madrugada de terça-feira (11). 
 
Helbert de França Silva, que é policial militar, e José Edmilson Pires dos Santos foram considerados culpados pelo assassinato de Luciano Militão da Silva e pela tentativa de homicídio contra Célia Regina da Silva.
 
Os crimes foram praticados em março de 2016. As vítimas estavam voltando de uma festa e foram atacadas pela dupla enquanto tentavam abrir o portão da residência.

Além da prisão, Helbert foi condenado a perda do cargo de militar.Além da prisão, Helbert foi condenado a perda do cargo de militar.
Os sentenciados José Edmilson e Helbert de França Silva respondem a mais quatro ações penais, todas pela prática de crimes dolosos contra vida, praticados por motivação e circunstâncias semelhantes ao caso que foi julgado.
 
Eles estão presos desde a época da operação e não poderão recorrer da sentença em liberdade. 
 
"Mercenários"
 
Consta na sentença, que os réus integravam um grupo de extermínio formado por aproximadamente seis policiais, além de civis - que também passarão por julgamentos nos dias 24 de junho e 2 de julho.
 
O grupo foi desmatelado em abril de 2016 durante a Operação “Mercenários”, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). À época, 17 pessoas foram presas.
 
“Vale repetir que este grupo tinha um grande poder ofensivo e intimidador, utilizando até mesmo de coação no curso do processo, mediante ameaça às testemunhas”, diz a sentença.
 
“Os Mercenários”, conforme apurado durante as investigações, possuíam todo um aparato para cometer crimes, como armamento sofisticado, rádio amador, silenciador de tiros e  diversos carros e motocicletas com placas frias. Estima-se que dezenas de pessoas tenham sido vítimas do grupo.
 
 
Operação
 
A operação foi batizada de "Mercenários", pois, segundo as investigações, havia cobrança de dinheiro pelas mortes "encomendadas".
 
O grupo é apontado como o responsável por uma chacina ocorrida no Bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, no dia 13 de abril. Na ocasião, três jovens foram mortos.
 
Eles ainda são acusados de outros quatro homicídios ocorridos nos dias 3, 13 e 20 de março e no dia 5 de abril.
 
Entre as 17 pessoas presas, estão seis policiais militares, seis funcionários de empresas de vigilância, dois informantes, dois mandantes e um gerente de uma empresa.
 
Com os suspeitos foram apreendidas armas (espingardas calibre 12, pistolas 9 milímetros, revólveres) e munição, além coletes balísticos, placas de veículos, luvas, roupas camufladas e uniformes da PM.


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