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Opinião

05/07/2012 00:00

Chapéus: Artigo de autoria do jornalista Alexandre Garcia

Fui ao velório de um amigo e me surpreendi. Três dos que foram prestar a última homenagem ao morto não tiraram o chapéu da cabeça. Dois estavam com aquele bonezinho de jogador de beisebol. Cada um deles ficou diante do corpo, compungidos, sem tirar o chapeuzinho - o gesto essencial para demonstrar respeito e homenagem. Ainda bem que a aba estava na testa, não sobre a orelha. Será que estou ficando fora de época ao me escandalizar com isso? O terceiro foi um senhor certamente mais velho do que eu, usando aparelho auditivo, que não tirou da cachola um chapéu preto, de feltro grosso. Será que os da geração dele se modernizaram e eu não? Aprenderam a jogar no lixo os costumes de boa-educação, de cortesia, de respeito?

Sob o sol de Brasília costumo usar chapéus panamá(fabricados no Equador). Quando entro num recinto coberto, seja garagem, loja, banco, seja centro de compras, passo a carregar o chapéu na mão, é óbvio. Eu me sentiria mal se não procedesse assim. No entanto, em restaurantes, as pessoas estão à mesa e de chapéu, em geral o tal bonezinho, alguns com propaganda... Quando vejo filhos de cabeça coberta a mesa, é porque não escutei a palavra da civilidade dos pais: “Tira o chapéu, meu filho.”

Mas também há hora de usar o chapéu. Quem trabalha ao ar livre, como pedreiros, carteiros, vendedores de rua - o uso é essencial. Nas caminhadas, na praia, nos dias ensolarados - que são maioria no país tropical. Por falta de chapéu, a incidência de câncer de pele chega a 140 mil casos por ano, entre homens e mulheres; é o campeão de todos os cânceres. Mas o tal bonezinho quase nada protege. Usado da forma normal, protege a testa e deixa expostos o nariz, as orelhas, a nuca. É preciso um chapéu mesmo, com aba, quanto mais larga melhor. E como o chapéu tem o dom de compor o vestuário!

Tirar o chapéu na hora do cumprimento é sinal de respeito, principalmente do homem em relação à mulher. No interior do país ainda existe melhor formação quanto a isso. O empregado da roça para falar com o patrão, retira o chapéu da cabeça. Mas se é sinal de respeito, há um momento-cidadão em que não se tira o chapéu: é na presença de corruptos, de mentirosos, de demagogos e falsos.


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