Greve dos Correios em MT: Prejuízo de 150 mil

Publicado em 23/09/2011 às 06:00
Fonte: Diário de Cuiabá.


Cerca de 150 mil correspondências entre cartas e encomendas estão se acumulando na Central de Distribuição da Agência dos Correios, em Cuiabá desde quarta-feira passada, quando foi deflagrada a greve dos trabalhadores da estatal. De acordo com o diretor regional dos Correios em Mato Grosso, Nilton Nascimento, o número só não é maior porque as encomendas consideradas urgentes (Sedex e PAC) estão sendo entregues normalmente pela equipe motorizada.

Além disso, no último sábado foi realizado um mutirão e mais de 20 milhões de cartas e encomendas foram triadas e mais de 2,5 milhões chegaram aos destinatários. “A regional tomou várias medidas para que a população não sofresse prejuízos com a paralisação, entre elas a transferência de alguns servidores de unidades menores para as maiores”, explicou o diretor. “Outro fator que não impacta tanto é a pouca adesão a greve. Ontem, por exemplo, apenas 8,88% do efetivo geral estavam paralisados”, disse, mostrando um sistema que contabiliza o número de servidores que estão trabalhando.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios, Telégrafos e Serviços Postais de Mato Grosso (Sintect) contesta o número apresentado pela diretoria da empresa. Afirma que em Mato Grosso quase 60% dos servidores aderiram ao movimento grevista. “Nas agências de Primavera do Leste, Mirassol D’Oeste, Rondonópolis, Juína, Juara, Sinop, Barra do Garças, Várzea Grande e Cuiabá, estão em greve”, garantiu o secretário-geral do Sintect, Samuel Carvalho de Souza. “Ontem [anteontem] Alta Floresta aderiu à mobilização”, completou. Segundo ele, como a paralisação é nacional, as cargas nem chegam a embarcar de São Paulo, por isso o atraso é inevitável.

Para não correr o risco de não receber a fatura que chega pelos Correios, o Procon do Estado orienta que a população deve observar se as empresas que enviam as cobranças com data certas também forneça alternativas de pagamento como código de barra via internet, ou pagamento em loja física. “Se houver dúvidas o cliente deve ligar ou comparecer a empresa, pois não poderá alegar que não recebeu a cobrança para não pagar multas e juros”, explicou a superintendente de Defesa do Consumidor, Gisela de Souza. “Se não existir essas possibilidades o consumidor deve procurar o Procon para os procedimentos cabíveis”, revelou. A superintendente também deu a dica de que o consumidor anote o maior número de informações nessas tentativas, como número de protocolo de atendimento, data, horário e nome de atendente e data que recebeu a cobrança. “Tudo servirá de provas no processo”.

Os sindicalistas reivindicam 16% de reajuste salarial e um piso salarial de R$ 1.635. Hoje o piso da categoria é de R$ 807. Para Mato Grosso os pedidos específicos são mudança de horário de entrega de encomendas para a parte da manhã e mais seguranças nas unidades.

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