Juara (MT), 17 de setembro de 2019 - 02:59

? ºC Juara - MT

Mundo

28/08/2019 07:24 R7

Putin diz que apoia criação de zona de segurança no norte da Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta terça-feira (27) que o país apoia a criação de uma zona de segurança turco-americano no nordeste da Síria, depois de se reunir em Moscou com o líder da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

"Acreditamos que a criação de zonas de segurança para a Turquia, na fronteira sul, criarão boas condições que garantam as integridades territoriais da Síria. Nesse sentido, apoiaríamos medidas destinadas a desescalar a situação nessa região", disse Putin à imprensa.

Putin ressaltou que Moscou concorda com as preocupações de Ancara sobre a situação na fronteira com a Síria, que classificou de "interesses legítimos da Turquia".

Por sua vez, Erdogan reconheceu ter tratado hoje tal assunto com Putin, após o qual pediu aos Estados Unidos que "cumpram com sua palavra" sobre a criação de tal zona de segurança, já que a fronteira é atacada "continuamente" desde a Síria.

"As organizações terroristas (...) devem deixar sem demora a região", disse, em alusão às milícias curdo-sírias.

A Turquia e os EUA acordaram no começo de agosto a criação de uma faixa de segurança sob controle militar turco, algo ao qual se opõem tanto os curdos como o próprio regime de Bashar al-Assad, que a considera uma "agressão" contra sua soberania.

Por outro lado, Putin e Erdogan abordaram a situação na província de Idlib, onde a situação é especialmente tensa desde o ataque na semana passada do Exército sírio contra um comboio turco.

"Marcamos com o presidente turco as medidas conjuntas adicionais para neutralizar os focos terroristas em Idlib e normalizar a situação na zona e, como consequência, na Síria em geral", comentou Putin.

O líder russo ressaltou que ambas as partes respaldam a soberania, independência e integridade territoriais do país árabe e consideram inadmissível "a divisão do país em zonas de influência".

 

Putin admitiu que a situação em Idlib é causa de uma grande "preocupação" para ambas as partes, à qual acrescentou que os terroristas seguem atacando as forças governamentais e tentam fazer o mesmo com as bases militares russas.

"Estamos convencidos de que uma zona de distensão não deve servir de refúgio para os terroristas, menos ainda de plataforma para o lançamento de novos ataques", afirmou.

Enquanto isso, Erdogan denunciou que as ações do Exército sírio em Idlib supõem uma violação do memorando de Sochi de setembro de 2018, já que está bombardeando alvos civis.

"Sob a desculpa da luta contra o terrorismo, as tropas governamentais lançam ataques que acarretam na morte da população local. A situação complicou dessa maneira que até nossos soldados estão em perigo", apontou.

Putin ressaltou que não quer que a situação siga por esse caminho e advertiu que Ancara "tomará medidas caso seja necessário", embora não chegou a especificar quais.

E cifrou em mais de 500 os civis mortos na região, aos quais é preciso somar 1,2 mil feridos e centenas de milhares de deslocados.

O líder turco chamou os países no formato de Astana a tomar medidas para estabilizar Idlib, após o qual Putin anunciou que os fiadores do cessar-fogo na Síria - Rússia, Irã e Turquia - realizarão uma cúpula em meados de setembro em Ancara.

No plano da cooperação militar, já que ambos visitaram hoje o salão aeroespacial MAKS, Putin destacou que abordou com seu colega turco a possível compra de caças SU-35, que deveriam substituir os F-35 americanos, e dos novos SU-57.

Enquanto isso, Erdogan precisou que a Turquia segue treinando especialistas para o uso dos sistemas de mísseis russos S-400, cuja segunda entrega, segundo antecipou, ocorrerá no final de setembro.


Banner hospital quadrado

Acesse Notícias

Em tempo record o site mais visitado do Vale do Arinos

Copyright 2016 - Todos os direitos reservados.

Redes Sociais

Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo