Juara (MT), 20 de julho de 2019 - 10:57

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Esporte

13/07/2019 14:39 R7

R$ 200 milhões. Ninguém jamais gastou como o Flamengo no Brasil

R$ 200 milhões em sete reforços.

Mas ainda faltam dois jogadores.

Um lateral esquerdo e um atacante de referência.

Filipe Luís e Pedro seguem os preferidos.

Jamais na história do futebol brasileiro, um time gastou tanto quanto o Flamengo em 2019.

Rafinha, Pablo Marí, Rodrigo Caio, Gabigol, De Arrascaeta e Bruno Henrique já haviam mexido com o mercado.

Mas a confirmação ontem da contratação do versátil meio-campista Gérson, da Roma, por R$ 42 milhões, chocou outra vez o mercado.

Os gastos do Flamengo com esses sete jogadores impressionam.

E levantam questionamento do próprio Conselho Deliberativo do clube.

Mas o presidente Rodolfo Landim lembra as vendas milionárias de Lucas Paquetá e Vinícius Júnior.  Com ambos, o clube recebeu R$ 100 milhões da porcentagem que tinha direito, 70%.

As chegadas do lateral Rafinha, do zagueiro espanhol Pablo Marí e de Gerson eram exigências do treinador português Jorge Jesus.

Ele não está satisfeito.

Exige um lateral esquerdo de grande talento e um atacante de definição, que jogue muito bem dentro da área.

Para tentar a busca da Libertadores, prioridade no clube.

E ainda fazer o máximo para vencer o Brasileiro e a Copa do Brasil.

Vale lembrar que o ex-presidente Bandeira de Mello assumiu o clube em 2013, com dívidas de R$ 750 milhões. Deixou o clube no final do ano passado, devendo R$ 340 milhões.

Mas seu grupo político fracassou por conta dos pouquíssimos títulos.

Dos 21 campeonatos, apenas três conquistas.

Uma Copa do Brasil e dois Cariocas.

Em seis anos.

Landim investe no caminho inverso.

Ele sabe que as finanças estão administráveis.

E investe no time de futebol para manter seu poder.

Aposta alto.

Empolgação jamais vista no Brasil.

Nem o Palmeiras, com seus bilionários patrocinadores, chegou tão longe.

O Corinthians, da MSI, com dinheiro de bilionários russos, gastou em 2004, o equivalente a R$ 115 milhões com Tevez, Mascherano, Nilmar, Carlos Alberto, Roger.

A torcida rubro-negra está empolgada.

A imprensa carioca também.

Mas a cobrança será fortíssima.

O time está sendo montado durante os campeonatos.

A pressão é para o retorno imediato.

Títulos.

Com um treinador europeu, recém-chegado ao futebol brasileiro.

E com atletas que jamais atuaram juntos.

A lógica indica calma.

Uma equipe leva meses para se entrosar.

Mas o Flamengo não tem esse tempo.

Veja mais: Insanidade. A UEFA precisou avisar: não aceita a Argentina na Eurocopa

Precisa ganhar já em 2019.

Por conta do fim do 'cheirinho' de grandes conquistas.

E de um ano que começou tão trágico, com dez meninos morrendo em sua concentração.

O clube já acertou acordos financeiros com sete das dez famílias dos garotos mortos. Ainda faltam três. 

Poderia resolver essa questão delicadíssima.

Mas a diretoria negocia com calma.

Pressa há para contratar jogadores.

Agradar o português Jorge Jesus.

E lutar para cumprir a promessa feita por Landim, em janeiro.

"Aí, galera, vamos ganhar essa po... toda, vamos ganhar tudo esse ano. Chega de cheirinho. Vamos ganhar títulos", garantiu o presidente.

Gastou R$ 200 milhões.

Promete gastar mais ainda.

E será cobrado pelas conquistas...

O Brasileirão está de volta, depois de quase um mês parado para a realização da Copa América, que teve a seleção brasileira como campeã. A 10º rodada começa nesse sábado com Grêmio recebendo o Vasco, o Fortalezaenfrentando o AvaíBahia contra o Santos e o clássico entre São Paulo ePalmeiras.

 


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