Juara (MT), 14 de novembro de 2018 - 16:39

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Esporte

10/11/2018 06:44 R7

Brasileiro Iarley acredita em título do Boca Juniors na Libertadores

Camisa 10 do clube argentino em 2003 e 2004, o ex-atacante já brilhou no Superclássico e agora torce pelo ex-clube na final da Libertadores.

Cearense da pequena cidade de Quixeramobim, o atacante Iarley começou sua pelo Ferroviário, de Fortaleza em 1994, e pouco depois foi para o Real Madrid B, da Espanha, com o sonho de poder chegar ao time principal. Não conseguiu, rodou por equipes pequenas por lá, como Ceuta e Melilla, sem tanto brilho. 

De volta ao Brasil, foi bem no Ceará em 2001 e 2002, mas estourou mesmo no ano seguinte, pelo Paysandu, na Copa Libertadores de 2003, quando marcou um histórico gol contra o Boca Juniors pelo clube paraense, na improvável vitória por 1 a 0 em plena Bombonera, no jogo de ida das oitavas de final.

Elogiado pelo técnico do rival, Carlos Bianchi, o atacante foi contratado em seguida pelo clube argentino e, com moral, recebeu a camisa 10 do lendário treinador. Pelo Boca, virou rapidamente titular e ganhou a confiança justamente num Superclássico contra o River Plate, pelo Torneio Apertura. Há 15 anos, no dia 9 de novembro de 2003, no estádio Monumental, Iarley marcou um lindo gol no início do segundo tempo, garantindo a vitória por 2 x 0. "Considero aquela uma das melhores partidas da minha vida. O gol foi apontado por muitos como um dos mais bonitos da história do clássico. Depois do jogo fui muito elogiado e até hoje as pessoas lembram dessa partida", lembra Iarley, que trabalha atualmente como coordenador das categorias de base do Internacional, em Porto Alegre.

"Tive a oportunidade de jogar esse clássico, que mexe demais com os argentinos. São dois clubes gigantes, potências da América do Sul. É uma rivalidade acima do normal. Por tudo que envolve, você acaba entrando no clima e se motivando mais também", diz o ex-jogador. 

Campeão argentino em 2003, Iarley conseguiu logo depois conquistar também o Mundial Interclubes pelo Boca Juniors, no Japão, após a vitória por 2 x 0 sobre o Milan-ITA. Naquela conquista, jogou ao lado do atual técnico do Boca, Guillermo Schelotto. "Acredito muito na conquista do Boca e torço também pelo Guillermo. É um título que eles estão persguindo há muito tempo. Principalmente porque não vêm tendo um bom retrospecto recente contra o River", conta Iarley.

Iarley pelo Boca Juniors:
39 jogos
6 gols
2 títulos (Argentino e Mundial de Clubes)

Vice-campeão da Libertadores em 2004 pelo Boca Juniors, Iarley acha que não há favorito para essa decisão e que o fator campo não deverá ser tão decisivo. "Esse é um jogo sempre muito truncado, disputado. Não acho que o Boca possa levar vantagem por fazer o primeiro jogo em casa ou o River por decidir o segundo no Monumental. Os jogadores estão acostumado a jogar nesses dois estádios e sob pressão. Acredito em jogos muito equilibrados e decidido nos detalhes", diz Iarley. 

Depois de sua passagem pelo Boca, Iarley foi para o Dorados, do México, e em seguida para o Internacional, onde foi campeão da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes de 2006 em cima do Barcelona. Depois disso, atuou também por Goiás, Corinthians, até encerrar a carreira no clube onde foi revelado, o Ferroviário, em 2014, aos 40 anos. 

Os tumultos entre torcedores organizados de clubes sul-americanos são um problema antigo para as autoridades da segurança pública dos países do continente. São inúmeros os casos de violência dentro e fora dos estádios entre grupos rivais. Mesmo na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, houve incidentes envolvendo um líder de uma organizada argentina. Relembre alguns casos

 


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